Apresentação:
Luiz Maurício
Jornalista/Produtor
 
Convidados:
Dr. Brasil Salomão
Advogado
 
Dr. Augusto Nartibez Peres
Juiz Federal - Ribeirão Preto
 
 
 

ariadne wojcik 

A jovem Ariadne Wojcik, de 25 anos, formada em Direito pela UnB, cometeu suicídio na manhã desta quarta-feira, 9, minutos depois de postar uma carta no Facebook, onde denunciou que sofria abuso por parte de seu superior no escritório de advocacia onde estagiava, e anunciou que tiraria sua vida. O corpo foi encontrado ainda na manhã de hoje no mirante da Chapada dos Guimarães, no MT.

"Que na próxima reencarnação eu possa fazer uso de todo aprendizado que tudo isso me trouxe, mesmo com tanta dor e sofrimento. Essa vida eu já não posso mais suportar, que Deus me perdoe e me entenda, mas ele já sabia, ele sempre sabe."

Ariadne tinha acabado de ser nomeada para exercer cargo de comissão no TJ/MT, como auxiliar de gabinete. A nomeação foi publicada no DJe do Tribunal na terça-feira, 8. Além disso, de acordo com a página dela na rede social, estagiou no CNJ, STF e STJ.

Na mensagem, a jovem relatou que em um dos estágios profissionais que realizou, sofreu abuso por parte de um dos professores da UnB, proprietário do escritório de advocacia onde estagiou e procurador do DF. "Comecei no estágio novo super empolgada, eu achava aquele professor o máximo, extremamente inteligente, detalhista, perspicaz, minucioso, brilhante. Como poderia ser ruim?"

Tempos depois, segundo Ariadne, o professor passou a persegui-la e monitorá-la. "Eu percebi que estava diante de uma mente extremamente brilhante, maquiavélica, calculista, psicopática."

No fim da carta, a jovem contou que decidiu deixar o emprego e se mudar para Cuiabá, sua cidade de origem, mas as perseguições não cessaram. Por isso, após esse "longo ano", estava "exausta", não tinha "mais forças" e não via mais saída. Veja abaixo íntegra da mensagem.

Ao site Metrópoles, o professor negou as acusações e afirmou que Ariadne sofria de distúrbios psiquiátricos. De acordo com ele, ela começou a mandar e-mails dizendo que ele tinha grampeado o celular dela, colocado câmeras na casa e a estava perseguindo. Afirmou ainda que informou o caso à diretoria da Faculdade de Direito da UnB, falou com amigos próximos de Ariadne e tentou entrar em contato com a família dela, e que os colegas disseram que a jovem estava "passando por tratamento psiquiátrico".

Fonte: Migalhas